“E, se não aprender a delegar, a priorizar e a se divertir, bye-bye vida interessante. Porque vida interessante não é ter a agenda lotada, não é ser sempre politicamente correta, não é topar qualquer projeto por dinheiro, não é atender a todos e criar para si a falsa impressão de ser indispensável. É ter tempo.
Tempo para fazer nada.
Tempo para fazer tudo.
Tempo para dançar sozinha na sala.
Tempo para bisbilhotar uma loja de discos.
Tempo para sumir dois dias com seu amor.
Três dias..
Cinco dias!
Tempo para uma massagem…
Tempo para ver a novela.
Tempo para receber aquela sua amiga que é consultora de produtos de beleza.
Tempo para fazer um trabalho voluntário.
Tempo para procurar um abajur novo para seu quarto.
Tempo para conhecer outras pessoas.
Voltar a estudar.
Tempo para escrever um livro que você nem sabe se um dia será editado.
Tempo, principalmente, para descobrir que você pode ser perfeitamente organizada e profissional sem deixar de existir.
Porque nossa existência não é contabilizada por um relógio de ponto ou pela quantidade de memorandos virtuais que atolam nossa caixa postal.
Existir, a que será que se destina?
Destina-se a ter o tempo a favor, e não contra.”
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27.4.13
Indico: O que realmente é interessante?
Em um post anterior comentei aqui que não sabia mais administrar meu tempo da forma que me fizesse feliz. Andando por aí encontrei um texto da Martha Medeiros com essa mesma questão: tempo. Tive dificuldade para descobrir o título, mas em muitos lugares estava como Culpa Zero. Acho que vale muito ler por completo, mas aqui vai o trecho que decidi destacar:
12.4.13
Tempo, tempo, tempo...
Mas não é sobre ele que vim falar. Minha vida está como nessa tirinha ultimamente. O tempo
está passando rápido demais. Sempre me disseram que depois dos 15 anos o tempo
voa. Não acreditei. Então ele voou. E aqui estou, cinco anos depois, me
perguntando como o tempo passou tão rápido e onde eu estava enquanto isso.
Não que tenha sido uma total perca de tempo. Acho intrigante
isso que as pessoas chamam de perder tempo. Porque se você faz algo que te
agrada, algum resultado trouxe para você mesmo que não seja financeiro. É isso
mesmo, nem tudo que você faz precisa te trazer resultados financeiros. Mesmo
descansar e fazer nada nos traz algum resultado, ajuda a gente a se organizar e
pôr as coisas no lugar.
Acho que é esse não fazer nada que está me faltando. Porque é
quando o tempo passa rápido assim que sabemos que nossa rotina está muito
tumultuada. Não temos tempo para encontrarmos a nós mesmo.
O tempo passa rápido assim porque deixamos de lado nossa
habilidade de fazer nada, de relaxar um pouco, passar horas pensando na vida.
Não que precisemos só pensar e não agir. Mas essa coisa de pensar é importante,
essa coisa de se emaranhar em longos novelos de pensamentos nos faz ter uns
insights danado, umas mudanças internas que, ao seu tempo, vão se exteriorizar.
E então as pessoas verão que você mudou e elas não saberão dizer como já que
suas atividades não mudaram. Nem pensariam elas sobre os nós que você desfez e
os novos caminhos que criou remendando o novelo numa nova ordem de emaranhado.
A questão é que o tempo está passando rápido e não estou
sabendo administrá-lo para esses momentos de ócio produtivo.
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